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Sílvia PicãoFisioterapia Marcar consulta
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Fisioterapia no cancro da mama

Antes da cirurgia, durante os tratamentos e ao longo de toda a sobrevivência. O corpo muda - e há muito que se pode fazer.

Porquê fisioterapia

A recuperação também se trata

A cirurgia, a radioterapia e os tratamentos sistémicos salvam vidas - e deixam consequências: menos amplitude no ombro, cicatrizes aderentes, alterações de sensibilidade, cordão axilar, risco de linfedema, dor e uma fadiga que não passa com o descanso.

Nada disto tem de ser aceite como o novo normal. A fisioterapia tem um papel fundamental na recuperação do movimento, na prevenção de complicações e na melhoria da qualidade de vida, de forma segura e adaptada a cada pessoa.

Sílvia Picão, fisioterapeuta especializada no cancro da mama
Quando começar

Quanto mais cedo, melhor

Antes da cirurgia

Avaliação de partida - amplitude, força, perímetro do braço. Ter estes valores antes permite perceber depois exatamente o que mudou.

Pós-operatório imediato

Recuperação progressiva do movimento do ombro, cuidados com a cicatriz e ensino das medidas de prevenção do linfedema.

Durante os tratamentos

Gestão da fadiga, da dor e da rigidez, com exercício adaptado ao que o corpo aguenta em cada ciclo.

Sobrevivência

Regresso à atividade física, ao trabalho e à vida do dia a dia, com confiança no movimento e vigilância do linfedema.

O que trabalhamos

Ponto a ponto

Amplitude do ombro

Recuperar o movimento perdido para voltar a levantar o braço, vestir-se e conduzir sem limitação.

Cicatriz e aderências

Tornar a cicatriz mais móvel e elástica, reduzindo a tensão que puxa o ombro e o tronco.

Cordão axilar

Tratamento das bridas axilares que aparecem como cordas debaixo do braço e limitam a elevação.

Linfedema

Prevenção, vigilância do perímetro e tratamento com drenagem linfática, compressão e exercício.

Dor e sensibilidade

Alívio da dor e trabalho sobre as zonas dormentes ou hipersensíveis após a cirurgia.

Fadiga e condição física

Exercício doseado que, ao contrário do que parece, é dos melhores tratamentos para a fadiga oncológica.

Vamos esclarecer

Mitos que ainda fazem estragos

“Se não tiver dor, não preciso de fisioterapia.”

Na verdadeA ausência de dor não significa ausência de problema. A perda de amplitude, as aderências da cicatriz e o linfedema instalam-se muitas vezes em silêncio - e são bem mais fáceis de tratar no início.

“Depois do tratamento do cancro da mama, não devo mexer o braço.”

Na verdadeÉ o contrário. O movimento orientado é essencial para recuperar a mobilidade e evitar a rigidez. O que é preciso é que seja progressivo e supervisionado - não que não exista.

“O inchaço do braço é normal e não se pode fazer nada.”

Na verdadeO linfedema pode ser controlado e, muitas vezes, prevenido. Há tratamento, há medidas de prevenção e há resultados - quanto mais cedo se intervém, melhor.

“Já passou muito tempo, agora já não vale a pena.”

Na verdadeNão há prazo de validade. Mesmo anos depois, é possível ganhar amplitude, melhorar a cicatriz e reduzir sintomas. Vale sempre a pena avaliar.

Estar atenta

Sinais que não deve ignorar

Depois dos tratamentos, procure apoio especializado se notar algum destes sinais. Em caso de dúvida, quanto mais cedo, melhor.

  • Sensação de peso, tensão ou inchaço no braço, na mão ou na parede do tronco
  • Dificuldade em levantar o braço ou em chegar às costas
  • Uma corda ou cordão visível debaixo do braço, que puxa ao esticar
  • Cicatriz presa, dura ou que repuxa quando se mexe
  • Anéis, relógio ou mangas que ficaram subitamente apertados
  • Dor persistente no ombro, no pescoço ou na zona operada
Perguntas frequentes

O que costumam querer saber

Quando posso começar a fisioterapia depois da cirurgia?

Normalmente muito cedo, ainda nas primeiras semanas, com exercícios suaves e respeitando as indicações da equipa cirúrgica. O ideal é que a primeira avaliação aconteça mesmo antes da cirurgia, para termos valores de partida.

A fisioterapia dói?

Não deve doer. Trabalhamos dentro do que o seu corpo tolera e vamos progredindo. Pode sentir algum desconforto ao ganhar amplitude, mas a dor não é o caminho nem o objetivo.

Preciso de encaminhamento médico?

Não é obrigatório para agendar uma avaliação, mas é muito útil trazer relatórios, o tipo de cirurgia realizada e informação sobre os tratamentos que fez ou está a fazer.

Quantas sessões vou precisar?

Depende do que a avaliação mostrar e dos seus objetivos. Definimos isso juntas na primeira consulta e reavaliamos com regularidade - a meta é sempre a sua autonomia.

Tenho linfedema há anos. Ainda posso melhorar?

Sim. O linfedema é uma condição crónica, mas é controlável. Com tratamento e as medidas certas é possível reduzir o volume, o desconforto e o risco de complicações.

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